XADREZ TUPINIQUIM: ESPAÇO PARA O XADREZ DE BASE NO CEARÁ XADREZ TUPINIQUIM 1: Casa do Washington e da Célia
O xadrez no Ceará só sobrevive graças às iniciativas populares de alguns abnegados e grupos que realizam treinamentos e brincadeiras nos mais diversos ricões desse estado. São pessoas que cedem seus espaços para receberem os jogadores de xadrez para "bater um rachinha" e dar boas gargalhadas. Temos conhecimento de várias iniciativas desse tipo. Então, a partir de agora, vamos mostrar cada uma, nessa série que chamamos de "xadrez tupiniquim". Se você participa de alguma delas, nos escreva e envie uma foto, contando a experiência do grupo e informando onde o pessoal se reúne. Publicaremos com todo o prazer. XADREZ TUPINIQUIM 2: Banca do França
Outro movimento do xadrez popular em Fortaleza é a Banca do França, esse jovem de camiseta azul, em primeiro plano na foto. O nosso amigo começou a movimentar as peças nos banquinhos, ao lado da sua banca em 2003, depois que "trocou" o Jogo de Damas pelo xadrez. De lá pra cá, o negócio rendeu muitos adeptos, pois a filosofia popular foi mantida. Os rumos começaram a mudar quando em 2006 os companheiros de banco resolveram fundar o Clube Lance 23, entidade filiada à FCX. O movimento prioritariamente é feito em frente ao quartel do 23º Batalhão de caçadores, na Avenida 13 de Maio, uma das mais movimentadas da cidade, daí o sucesso do projeto, pois sempre aparece gente nova. Segundo o França, dois meninos de rua já aprenderam a jogar xadrez por lá e ocupam parte do enorme tempo ocioso jogando xadrez por lá. Esperamos que outros possam fazer o mesmo. Quando o França fecha a banca e vai descansar, os amantes do Reino de Caissa se dirigem até a padaria Romana, localizada nas proximidades pra continuar a brincadeira. Aos que fazem parte do grupo do França e do Lance 23 nosso abraço fraterno e que a luta pela massificação do xadrez na cidade continue em atitudes como essa. XADREZ TUPINIQUIM 3: Professor Dedilson
Quem mora no Bairro João XXIII não pode se queixar de falta de espaço para jogar xadrez.. Por lá existem diversos núcleos montados para a prática enxadrística. Na foto acima, destacamos o grupo que joga na Avenida Júlio Braga, coordenado pelo professor Dedilson e seu filho (são os que estão ao fundo à direita e à esquerda, observando a partida). O pessoal brinca em um único tabuleiro, no sistema "time de fora" (revezamento), aos domingos, pela manhã e em alguns feriados.. Apesar de não ser um grupo numeroso, seis jogadores em média, o pessoal é forte e tem um nível equilibrado. Podemos dizer que a turma do professor Dedilson é a precursora do xadrez no João XXIII, que se formou há 20 anos. O Dedilson Filho, que representa a nova geração, já é professor de xadrez. A AEEC se congratula com o pessoal da Avenida Júlio Braga e deseja muitos anos de xadrez para todos. XADREZ TUPINIQUIM 4: Lineu Machado
Ainda no Bairro João XXIII, um outro grupo mais numeroso, mas tão antigo quanto o do Professor Dedilson é o do pessoal da Avenida Lineu Machado, capitaneado pelo experiente George Rocha (na foto, o primeiro, à direita, de camisa azul). Segundo o anfitrião, o grande diferencial da Lineu é o equilíbrio de forças entre os jogadores. Nos dia de grande movimento, o local chega a receber 15 pessoas, de várias idades. Para comprovar a força, basta dizer que o rapaz que joga com o George na foto é o Antônio Inácio, que recentemente venceu o Memorial Chico Alves. Os praticantes da Lineu Machado estão sempre preocupados com a qualidade das partidas, e por isso, tem como preferência a cadência de 21 minutos, a mais jogada nos torneios rápidos. às vezes se joga também no ritmo de uma hora, por jogador. Apesar da idéia de fundar um clube sempre ser discutida no grupo, George Rocha, o maior incentivador, acredita que quando se institucionaliza muito a brincadeira, aparece a desunião, e por isso, continua querendo que o local continue sendo chamado de "o pessoal da Lineu Machado" no mais puro estilo anarquista, nem pátria, nem patrão!. Parece que ele tem razão no que diz, pois há mais de 20 anos, o grupo se reúne por lá e já virou patrimônio cultural da cidade de Fortaleza. XADREZ TUPINIQUIM 5: Palmácia
Não é só em Fortaleza que o espírito do xadrez tupiniquim pegou. Na bela Palmácia, no Maciço do Baturité, um grupo está se formando e ficando forte a cada dia que passa. O pessoal se reúne aos domingos na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maria Amélia Perdigão Sampaio, sempre às 9 horas. O local é recente, pois a reunião era feita na calçada da Igreja Matriz. Agora, que o negócio é mais "chique", é servido um lanchinho entre as rodadas para os enxadristas, amigos e parentes dos praticantes. Isso é que é festa! O Janderson é o mentor dessas proezas. Na foto ele é o último de camiseta em tons de azul, perto da coluna. Um grande abraço aos amigos de Palmácia. XADREZ TUPINIQUIM 6 - BEBERIBE
O movimento de xadrez popular está definitivamente consolidado no Ceará. Em vários lugares, dos mais inusitados, há pessoas praticando a nobre arte. Em beberibe, no Distrito de Morro Branco, um grupo formado por jovens, guias turísticos, pescadores, artesãos e turistas estão usando a Praça do Pescador para praticar xadrez. O grupo se reúne diariamente, às tardes e noites. Em época de férias o movimento aumenta, por conta da inclusão de turistas na atividade. Na verdade, são dois grupos, um liderado pelo Samuel e o outro pelo Francisco Moranguinho. Na foto, o grupo do Samuel (o sexto, da esquerda para direita, ao lado do Diretor de Assuntos Estudantis da AEEC, Prof. Airton Rodrigues, de óculos escuro). Observe também o garotinho à frente do grupo, mostrando que xadrez se aprende de pequeno. O professor Airton desenvolveu algumas atividades com o pessoal do Morro Branco, durante essas férias e os colocou a par do que acontece no movimento enxadrístico cearense. Uma delegação de Morro Branco deverá participar da próxima edição do Circuito AEEC. A entidade parabeniza aos praticantes do autêntico xadrez popular do Ceará e ajudará no que for possível para a consolidação do espaço.
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